quarta-feira, 17 de julho de 2013

autoabraço (pode fingir que é o frio)

não é chato quando você pensa que está vivo
quando, na verdade
está dormindo na sala de espera da vida?

terça-feira, 25 de junho de 2013

olhos de margarida

queria ter olhos de margarida
e no jogo do "bem-me-quer, mal-me-quer"
meus olhos podiam cair no bem-me-quer
e só olhar para o que me faz bem

segunda-feira, 17 de junho de 2013

o mesmo "sei lá" de sempre

todo dia falo que tô afim 
mas no fim, não falo
hoje, sim
  •  
poucas coisas são tão poucas
que já podem ser tantas
tantas poucas coisas...

domingo, 16 de junho de 2013

"sei lá" pt3

 

de vez em quando me dá uma súbita vontade de fugir
mas não conseguiria fugir para sempre
como de fato não consegui
já quis muito isso... fugir
mas nunca o fiz "pra valer"
e puxa vida, como eu queria sair do lugar d'onde estou
por um tempo
quero fugir com Max!
Max me disse que tem um escudo anti-tristeza que afasta toda a tristeza
e acho que trocar o barulho de carros e buzinas e luzes 
por campos de alfazemas, seria a solução
e depois de um tempo
voltar para a casa com a janta ainda quentinha

domingo, 2 de junho de 2013

"sei lá" pt2

sentimento de ter tudo e não ter nada
está faltando alguma coisa
esse "alguma coisa" de não sei o quê
e não saber o que é
me deixa vazia

quinta-feira, 30 de maio de 2013

"sei lá"

não consigo conviver comigo
preciso de abrigo
para guardar os pensamentos perdidos
jogar fora o corpo que habito
contemplar o "nada" por horas e horas;
vagar por aí
transparente
fingindo ser gente.


o tempo parece passar lentamente
esperamos o futuro ansiosamente
quando você menos espera:
o futuro é o seu novo presente
e o tempo passou rapidamente.


domingo sem austeras
família reunida 
se entupindo de café e bolachinhas
vemos arvores da cozinha
na sala: jornal, aquarela, vovózinha 

terça-feira, 21 de maio de 2013

esqueça o horror aqui

na tarde nublada, eu vejo
cidade agitada e um pássaro
voando em círculos, sozinho
livre no seu próprio espaço. 

e na tarde nublada, onde o vento estragava a minha franja
o único pássaro do céu parou de voar em círculos e desapareceu
foi prá lá se aventurar e eu fiquei alí
sentada, ouvindo música calma, no mesmo lugar de sempre. 

queria ser esse pássaro
mas o meu dia vai chegar 
e voarei livremente, me aventurando por aí 
e lembrarei deste dia como um velho sonho que tive
um pensamento otimista de uma curiosidade sobre o mundo
sobre as pessoas e todo o resto.

tardes interessantes estas
que me livram da obrigação de ser um ser humano ocupado
o tempo todo, se ocupando com coisas irrelevantes
quando posso contemplar o "nada" por horas e horas 
e nesse meio tempo perceber que o "nada" é na verdade o meu "tudo"

o sol apareceu, forte
olhei para frente e o pássaro voltou! 
que bom deve ser: ir e vir sem preocupações. 
e o sol ficou mais forte agora, a música mais alta. 
não posso olhar diretamente, irá me cegar por uns segundos. 
devo mudar de lugar os fechar os olhos? virei a cara.

dei um pause em mim 
as pessoas são correria
estão correndo do seu próprio eu. 
correria, pra quê? 
os momentos de silêncio são um descanso para a alma.